Programa Mais Médicos melhora o acesso da população à atenção básica à saúde

Profissionais do Programa Mais Médicos (PMM), em dedicação exclusiva à Estratégia Saúde da Família, melhoram o acesso a consultas de pessoas antes assistidas irregularmente, contribuindo, assim, para reduzir as desigualdades na atenção à saúde. O resultado faz parte da pesquisa que analisa o impacto do PMM na realização de consultas em cerca de 30 mil equipes ESF, entre 2012 e 2017. Em 36,2% do total de equipes estudadas havia profissionais do PMM, que garantiram o acesso a consultas a mais de 36 milhões de pessoas. O trabalho foi desenvolvido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) por pesquisadores da Universidade de Pelotas, para subsidiar o monitoramento do Programa.

O estudo compara a tendência e o padrão das consultas médicas de gestante, criança menor de 1 ano, crianças menores de 5 anos, pessoas com diabetes com 15 anos ou mais e pessoas com hipertensão com 15 anos ou mais em Equipes de Saúde da Família com e sem a presença do PMM, antes e depois da implantação do Programa. “O PMM mostrou uma contribuição marcante no atendimento a todo conjunto de demanda estudada nas unidades básicas de saúde (UBS)”, explica o pesquisador Luiz Facchini. Os resultados foram estratificados por região geopolítica (Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul), porte populacional dos municípios (pequeno, médio e grande) e perfil do município (20% de extrema pobreza, capital, demais municípios, G100 e região metropolitana).

Os resultados destacam a capacidade do PMM promover equidade no atendimento em municípios de pequeno porte e mais pobres, em regiões e populações com maior vulnerabilidade social do país, ou seja, nos contextos prioritários para o PMM. As equipes com profissionais do PMM destas localidades conseguiram melhorar o padrão de consultas para todos os públicos pesquisados, passando a ser similar ou até melhor do que o de equipes sem o profissional do Programa.

“O PMM produziu uma modificação de efeito no comportamento dessas equipes, que anteriormente tinham um pior desempenho e passaram a ter um desempenho melhor ou no mínimo similar ao do grupo de comparação”, explica Facchini. O estudo traz evidências de que o PMM amplia a efetividade do SUS e da atenção básica, contribuindo à expansão da cobertura da atenção básica no Brasil e fortalecendo a universalização da saúde.

“Medir o acesso a média de consulta de atendimento é o primeiro indicador de qualidade de um serviço. Se a população não tem acesso ao serviço, os indicadores de qualidade da atenção não poderão ser avaliados. Próximos estudos deverão aprofundar a análise em indicadores que examinam aspectos da organização do atendimento e do processo de cuidado disponibilizados no interior dos serviços, complementando a avaliação da qualidade da atenção”, explica Facchini.

Fonte – OPAS

 

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